Em entrevista ao Boa Tarde Bahia, a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), comentou os efeitos do surto de dengue enfrentado pela cidade em 2024 e destacou as ações que, segundo ela, permitiram uma mudança significativa no cenário em 2025.
“Foi uma situação que não atingiu só Conquista, mas o país inteiro. O aumento nos casos em 2024 assustou a todos e obrigou uma mobilização geral”, afirmou Sheila. A resposta, segundo a prefeita, veio por meio de um trabalho conjunto entre o município, o governo estadual, o governo federal e, especialmente, a população.
Entre as medidas adotadas, ela citou a contratação de novos agentes de saúde e de endemias por meio de concurso público, a intensificação das campanhas de conscientização, e a ampliação do funcionamento das unidades básicas de saúde, que chegaram a operar até as 23h e nos finais de semana.
Segundo a gestora, o objetivo foi evitar a sobrecarga da rede hospitalar, principalmente da UPA e do Hospital de Base, sob responsabilidade do Estado. “Adaptamos os postos para que pudessem atender casos de dengue com aplicação de soro, o que diminuiu a demanda nos hospitais”, explicou.
Outra medida apontada como estruturante foi o início da construção da primeira UPA municipal, com previsão de entrega em 2026. A prefeita também destacou que, apesar de falhas iniciais na prevenção como atrasos no envio de vacina e no uso do fumacê, houve esforço para corrigir os erros do ano anterior.
“Saúde não é lugar para disputa política. É preciso reconhecer onde erramos e agir em conjunto. O trabalho em rede foi essencial para evitar um novo colapso”, concluiu.
A experiência vivida em 2024 parece ter deixado lições importantes para a gestão municipal e para a população. Em 2025, com atuação preventiva mais coordenada, o impacto da dengue foi menor, segundo a prefeitura.