A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) inicia nesta segunda-feira (5), uma série de audiências públicas para apresentar o novo projeto de concessão da BR-116/324, que passa a se chamar Rota 2 de Julho. O objetivo é ouvir a população e coletar sugestões para aprimorar a proposta, que prevê a concessão de 663 km de rodovias na Bahia, com investimentos de aproximadamente R$ 24 bilhões ao longo de 30 anos.
As audiências presenciais acontecerão em Salvador dia 5 de maio, às 14h, no Hotel Mercure Pituba, localizado na Avenida Professor Magalhães Neto, no bairro da Pituba, com capacidade para 180 pessoas. Em seguida, no dia 6 de maio, também às 14h, a audiência será realizada em Feira de Santana, na sede da CDL, situada na Praça Monsenhor Renato Galvão, no Centro, com a mesma capacidade. A terceira sessão será em Vitória da Conquista, no dia 8 de maio, às 14h, no Sincomercio, na Rua Sifredo Pedral Sampaio, Escola Normal, igualmente com capacidade para 180 pessoas. Por fim, a audiência final será realizada em formato híbrido (presencial e virtual) no dia 16 de maio, às 14h, no Auditório da ANTT, em Brasília, no endereço SCES, trecho 03, lote 10, Projeto Orla, com capacidade para 353 pessoas.
O novo modelo de concessão surge após o encerramento do contrato com a atual administradora, a ViaBahia, que deixa a gestão dos trechos no dia 15 de maio. Até que a nova concessão entre em vigor, prevista para 2026, a responsabilidade ficará com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Segundo a ANTT, a proposta traz melhorias importantes, como a duplicação de 356 km de pista, construção de novas faixas, passarelas, viadutos e vias laterais. O objetivo é garantir mais segurança, fluidez no tráfego e um retorno direto à população.
“Essa é uma das maiores concessões da história da ANTT. Os investimentos serão significativos e a participação da sociedade nas audiências é essencial para aperfeiçoarmos o projeto”, afirma Marcelo Fonseca, superintendente de Concessão da Infraestrutura da ANTT.
Durante as sessões, os participantes poderão fazer perguntas e sugerir mudanças no projeto. Para a ANTT, esse diálogo é fundamental para garantir que o contrato atenda às necessidades reais dos usuários da rodovia. “É só com a contribuição local que conseguimos refinar a proposta”, reforça Fonseca.