A campanha Agosto Azul e Vermelho chama atenção para a prevenção, identificação e tratamento precoce de doenças que afetam a circulação sanguínea. Em entrevista ao Jornal Band News, desta segunda-feira (17), o cirurgião vascular Dr. Alessandro Tibo explicou que muitas dessas doenças podem evoluir de forma silenciosa e alertou para sinais que não devem ser ignorados. “Dentre eles, os inchaços, as câimbras, os formigamentos, as manchas. Esses principais a gente tem que estar sempre bem atento”, afirmou. Segundo o especialista, a campanha utiliza as duas cores para representar os principais grupos de doenças vasculares: azul para as doenças venosas e vermelho para as arteriais.
Entre as doenças venosas mais comuns estão as varizes, tromboses e embolia pulmonar. Já entre as arteriais estão os aneurismas, doenças das carótidas e tromboses arteriais. De acordo com Tibo, as varizes podem surgir ainda em pessoas jovens e têm forte relação com fatores genéticos, além de sedentarismo, obesidade, sexo e idade. O médico também destacou a importância da atividade física e de hábitos saudáveis na prevenção. “Tudo que seja bem para sua saúde vai ser bom para sua circulação também. Então, hábitos saudáveis, boa alimentação, dormir bem, evitar estresse, controlar os fatores de risco de glicemia e colesterol”, explicou. Ele ressaltou ainda que cerca de 40% da população apresenta varizes, índice que pode chegar a 70% entre pessoas com aproximadamente 70 anos.
O cirurgião vascular também chamou atenção para o risco de trombose em situações de imobilidade prolongada, como viagens extensas, e explicou que a movimentação das pernas favorece o retorno do sangue. Para quem já possui varizes, Tibo reforçou que a doença precisa ser acompanhada e tratada, já que pode evoluir e apresentar complicações. Segundo ele, os tratamentos também avançaram nos últimos anos, com técnicas como laser e radiofrequência que permitem procedimentos menos invasivos e recuperação mais rápida. O especialista recomenda que o check-up vascular seja realizado a partir dos 40 anos, ou antes para pessoas com fatores de risco. “Quando você trata de uma forma precoce, você muda a evolução e evita um desfecho desfavorável lá na frente”, destacou.
por Flávia Mota, sob supervisão