Durante o debate promovido pela Band Bahia, neste domingo (9), no segundo bloco, o jornalista Victor Pinto questionou o candidato ACM Neto (União Brasil) sobre propostas para o funcionalismo público. O jornalista lembrou que o candidato tem afirmado, em entrevistas, que pretende promover uma revitalização do Planserv, plano de saúde dos servidores públicos estaduais. Victor Pinto também citou que, quando ACM Neto foi prefeito de Salvador, uma empresa privada foi contratada para prestar assistência à saúde dos servidores municipais. Diante disso, questionou se, caso seja eleito governador da Bahia, o candidato pretende adotar a mesma lógica no Planserv e privatizar integralmente o plano.
Em resposta, ACM Neto afirmou que tem percorrido o estado e ouvido reclamações dos servidores sobre o funcionamento do Planserv. “Como pré-candidato ao governo, eu tenho caminhado pela Bahia e tenho ouvido a manifestação da angústia, da dor, do sofrimento, da preocupação dos servidores públicos do estado, que viram, ao longo desses últimos 20 anos, em especial nos últimos quatro anos de Jerônimo Rodrigues, o Planserv se deteriorar. Falta serviço principalmente para o interior. Ninguém vai privatizar o Planserv. O que vamos fazer é aumentar a rede de clínicas e credenciados em toda a Bahia, sobretudo assegurar atendimento no interior, especialmente para o servidor idoso e também ao aposentado e algumas especialidades em que não há serviço, a exemplo de oncologia.”
O candidato Ronaldo Mansur (PSOL) também comentou o tema e criticou a possibilidade de privatização do plano. “De privatização e de entregar aquilo que se constrói com dinheiro público, disso ACM Neto entende. E tenha certeza: se o Planserv chegar às mãos de Antônio Carlos Magalhães, será privatizado. Será igualzinho ao Pé na Escola de Salvador, que o Ministério Público interveio e foi suspenso, as grandes irregularidades que houveram. O Planserv deve ser tratado de forma séria. Não é admissível que hoje funcionários públicos tentem marcar seus exames, marcar suas consultas e levem dois, três meses para conseguirem suas consultas, com muitas redes que foram descredenciadas. Recentemente, houve aumento do Planserv. É preciso que a gente administre o Planserv com responsabilidade. É preciso que o teleatendimento, que a telemedicina, não deixe o atendimento presencial de lado, porque hoje o que a gente vê é a substituição do ser humano pela máquina, e isso está acontecendo também no Planserv. É preciso reestruturar o Planserv. É preciso de transparência para o funcionário público.”