A Polícia Civil realizou uma operação, na manhã de quinta-feira (3), em Itabuna. A ação, comandada pelo delegado da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, Humberto Matos, teve como objetivo apreender materiais ligados a membros da D9, grupo de pirâmide financeira criado na cidade de Itabuna. Foram apreendidas na ação uma moto aquática, uma moto Harley Davidson, um drone, uma câmera fotográfica e um sistema de servidor de Internet. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dez locais diferentes. A operação foi nomeada Gizé, cidade do Egito que possui as maiores pirâmides. 

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O esquema, de acordo com a polícia, foi montado pela empresa Ympactus Comercial S/A, conhecida como D9, com sede na Rua Ruffo Galvão, região central do município sul-baiano. 
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em escritórios e residências de pessoas envolvidas, no Bairro Jardim Vitória e no centro de Itabuna.
Nos locais foram apreendidos computadores, servidores, além de carros e até um jet ski. Os indícios são de crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e fraude contra o sistema financeiro.
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De acordo com a polícia, as pessoas eram incentivadas e investir em um trading esportivo, uma espécie de bolsa de valores, na qual são feitos investimentos antes e durante um evento esportivos, como no caso futebol.
A promessa era de retorno de 30% do investimento. E na verdade não passava de um esquema fraudulento, que chegou a arrecadar o montante de R$ 200 milhões.
Delegados informam que as investigações já ocorriam há vários meses. A D9 vendia o esquema de pirâmide como se fosse marketing multinível. Era, como investiga a polícia, uma tentativa de evitar que fosse identificada como pirâmide, que é crime contra economia popular e tributário, além de ser considerado lavagem de dinheiro.
O delegado André Aragão, coordenador regional da Polícia Civil, preside as investigações. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela juíza Thais Khalil.
Tânia Midlej, Sudoeste Digital, direto de Itabuna

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