Formado pela Faculdade Alcântara Machado em 1976, Ronco ingressou na Rádio Bandeirantes em 1972, no cargo de “Rádio-Escuta”
Antes disso, Ronco tentou medicina, e aqui para nós, graças a Deus não deu certo. Eu não imagino o mano velho, cirurgião. Com certeza em algum tipo de intervenção cirúrgica, esqueceria de voltar algum órgão ao seu devido lugar, ou até mesmo trocá-lo de posição.
Em 1972, ainda estudando jornalismo, a primeira função exercida na Rádio Bandeirantes, foi a de rádio escuta, que consistia em ficar na “escuta” de outras rádios do país ouvindo as notícias importantes e as datilografando, para depois, selecionar as principais e colocá-las no ar.
O sistema de comunicação ainda engatinhava naquela época. Os teletipos eram máquinas grandiosas que transmitiam as mensagens das principais agências de notícias do país. Entre elas a ANSA- Agencia Nacionale Stampa Associata, France Press, BBC e outras. Ao lado dos teletipos, ficava o rádio escuta para também, de forma rápida, receber as notícias e repassá-las ao departamento de jornalismo. Após pouco tempo como rádio escuta, Ronco alçou mais um degrau no jornalismo, sendo convidado a exercer o cargo de redator da emissora do Morumbi.
Como redator, uma das notícias importantes redigidas pelo Ronco foi a morte de Mao Tsé Tung, lider e revolucionário Chinês, morto em 1976.
Mostrando-se totalmente confortável e íntimo com a tarefa de redigir, Ronco passou à função de Editor de jornalismo da Rádio Bandeirantes. As pautas repassadas aos repórteres, muitas vezes eram de escolha de Ronco, que sempre quis ser repórter e ter contato com o público em busca de notícias. O seu desejo foi atendido pelo então Diretor Artístico da emissora, Hélio Ribeiro. Ronco foi para as ruas marcando seu nome definitivamente junto aos ouvintes da Rádio Bandeirantes. A entrevista mais importante conseguida pelo Ronco foi o fim da censura no Brasil. O entrevistado foi o Ministro das Comunicações do governo do General João Batista Figueiredo, Haroldo Correa de Matos.
O gosto pelo esporte fez com que o grande narrador esportivo Fiori Gigliotti o convidasse para participar dos principais jogos de futebol, reportando os bastidores das partidas.
A idéia do nome do programa veio do próprio Joca; “A Hora do Ronco”. Joca foi o primeiro parceiro no programa. Depois vireram outros: Celso Portiolli, André Muller, Betinho, Paulo Eugênio e os atuais, Tadeo, Emerson e o neto Pepê.
As manhãs de muitos brasileiros têm sido com muita alegria e humor através das ondas da Band FM que cortam o país através do satélite e das emissoras afiliadas.